Câncer de Orofaringe e HPV
O HPV pode ser transmitido pelo sexo oral e causar câncer na garganta. Conheça os riscos, sintomas, prevenção e tratamento.
Voltar ao InícioO Vírus HPV
Mais de 200 tipos conhecidos — HPV-16 e HPV-18 causam 70% dos cânceres relacionados
Orofaringe
Região da garganta: amígdalas, base da língua, palato mole e parede posterior
Prevenção
Vacina HPV e uso de preservativo (inclusive no sexo oral) são as principais proteções
Vacina Gratuita
SUS oferece vacina HPV para meninas (9–14 anos) e meninos (11–14 anos)
Diagnóstico
Avaliação médica precoce aumenta significativamente as chances de cura
O que é o HPV?
O Papilomavírus Humano (HPV) é o vírus sexualmente transmissível mais comum no mundo. Existem mais de 200 tipos diferentes, classificados como de baixo risco (causam verrugas) e de alto risco oncogênico (podem causar cânceres).
Os tipos HPV-16 e HPV-18 são os mais perigosos e estão diretamente associados ao câncer de colo do útero, ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe — região da garganta que inclui amígdalas, base da língua e palato.
Atenção: A maioria das infecções por HPV não causa sintomas e é eliminada naturalmente pelo sistema imunológico em 1 a 2 anos. Porém, em alguns casos, o vírus persiste e pode causar lesões pré-cancerosas ou câncer.
O Câncer de Orofaringe e o Sexo Oral
O câncer de orofaringe associado ao HPV tem aumentado significativamente nas últimas décadas, especialmente em homens de meia-idade. A principal via de transmissão do HPV para essa região é o sexo oral.
- Transmissão: Contato da boca com genitais, ânus ou pele infectada pelo HPV
- Local de infecção: Amígdalas palatinas e base da língua são as mais afetadas
- Risco aumentado: Múltiplos parceiros sexuais e imunossupressão aumentam o risco
- Período silencioso: O HPV pode ficar latente por anos antes de causar lesões
- Sem sintomas iniciais: A infecção pelo HPV geralmente não causa sintomas na boca
O uso de preservativo (camisinha) no sexo oral reduz o risco de transmissão do HPV, embora não elimine completamente, pois o vírus pode estar em áreas não cobertas pelo preservativo.
Sintomas do Câncer de Orofaringe
Os sintomas podem demorar anos para aparecer após a infecção pelo HPV. Procure um médico se você perceber:
- Nódulo ou caroço no pescoço que não desaparece em 2–3 semanas
- Dor de garganta persistente sem melhora com tratamento convencional
- Dificuldade para engolir (disfagia) progressiva
- Rouquidão ou mudança na qualidade da voz
- Feridas ou úlceras na boca que não cicatrizam em mais de 2 semanas
- Sangramento na boca ou garganta sem causa aparente
- Dor de ouvido unilateral sem infecção identificada
- Perda de peso sem causa explicada
Procure um médico! Se você apresentar qualquer desses sintomas por mais de 2 semanas, consulte um otorrinolaringologista ou médico de família. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento.
Como se Prevenir
- Vacinar-se: A vacina HPV quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 — incluindo os causadores de câncer de orofaringe
- Usar preservativo no sexo oral: Reduz o risco de transmissão do HPV pela boca
- Reduzir o número de parceiros: Quanto mais parceiros, maior o risco de exposição ao HPV
- Não fumar: O tabaco é cofator importante para progressão de lesões por HPV
- Manter o sistema imunológico saudável: Pessoas imunocomprometidas têm maior risco
- Consultas regulares: Dentista e médico podem identificar lesões precoces na boca
Vacine-se! A vacina HPV é gratuita no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Ela é mais eficaz quando aplicada antes do início da atividade sexual, mas também pode ser tomada após.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico do câncer de orofaringe é feito por exame físico, endoscopia e biópsia. O tratamento pode incluir:
- Cirurgia: Remoção do tumor, especialmente para tumores localizados
- Radioterapia: Principal tratamento para cânceres de orofaringe em estágio inicial
- Quimioterapia: Combinada com radioterapia em casos mais avançados
- Imunoterapia: Novos tratamentos baseados em imunoterapia para casos recorrentes
Cânceres de orofaringe associados ao HPV geralmente têm melhor prognóstico do que os não relacionados ao HPV, com taxas de sobrevida em 5 anos superiores a 80% quando diagnosticados precocemente.